As dez mais antigas e ainda hoje praticadas Religiões no Mundo
Sábado, 19 de Maio de 2007
O judaísmo em foco
 
            Encontramo-nos na sinagoga na Rua Guerra Junqueira no Porto com o relações públicas da referida sinagoga, que vai ajudar-nos a perceber características únicas desta fé assim como alguns dos problemas com os quais se debateu, debate e debaterá esta religião no nosso país e no mundo.
 
1-       Quando alguém procura esta instituição para se converter ao Judaísmo quais os principais dogmas religiosos a que passará a estar obrigado?
Em primeiro lugar, nós não temos dogmas. E além disso, ninguém se pode converter ao judaísmo, este acto apenas pode ser realizado através do casamento ou quando se é filho de pais judeus (no casamento, a mulher ou o homem têm que aceitar converter-se ao judaísmo).
            No caso do retorno, a pessoa submete-se a um julgamento, no qual três rabinos decidem a aprovação ou não aprovação do retorno ao judaísmo.
            O judaísmo, para além de uma religião, é uma forma especial de viver, é muito complexo ser judeu. Por exemplo, não podemos comer uma comida qualquer, apenas comida casher (comida que é verificada por um rabino).
 
  2. Como caracteriza a comunidade judaica portuguesa e a sua disposição de fiéis e centros religiosos?

            Em Portugal existe muita gente de origem judaica, podemos até dizer que 90% da população tem sangue judeu.

            Temos muitos sinais que nos mostram a existência judaica em Portugal. Descobrimos com facilidade se uma certa casa pertenceu ou não a famílias da religião, por objectos característicos, como por exemplo, objectos das famílias, sinais nas paredes, portas com pergaminhos, mesusas coma torá dentro.
 
3. Ao longo da história, os judeus foram alvo de várias perseguições que se alastraram até ao final do último século. Como vê todos esses acontecimentos difamatórios para a fé judaica?

     Muito maus. Há cientistas que dizem que o atraso de Portugal deveu-se à expulsão dos judeus, as pessoas de grande sabedoria, como os

médicos, no século XV eram judeus.
  A inquisição foi pior que o nazismo, enquanto que este durou apenas quatro ou cinco anos, a inquisição alargou-se durante muitas épocas.   Todos os anos, perdoamos a quem nos fez mal, contudo não esquecemos.
     Ao que vocês chamam Cristo, não foi perseguido por ser quem era, foi morto porque era considerado sobredotado, falava muito bem e as pessoas gostavam de o ouvir. Devido a isto, Pôncio Pilatos, decide condená-lo à crucificação (razão pelo qual, nós, não gostamos de cruzes).  
  Todos os que eram condenados à crucificação, eram obrigados a arrastar a sua própria cruz até ao monte das Olivas (local inóspito no qual existia o um microclima). Depois de ser colocado na cruz, o crucificado era praticamente despido, com a excepção da parte sexual.  Devido ao microclima apanhavam pneumonias e, a existência de aves de rapina, que comiam a carne humana, impedia que se aguentassem mais de um dia.
 
4. Apesar de todas as divergências existentes entre os judeus e cristãos, como se tem desenvolvido o judaísmo em Portugal, e como reage a população?
            A nossa convivência com as outras religiões é pacífica, nunca nos metemos nem opusemos as outras religiões.
            Antes pelo contrário, eles é que nos enfrentavam e caluniavam, diziam que urinávamos nas igrejas e que maltratávamos os santos, mas isso é mentira.
            Não temos tido sorte com todas, pois nem todas se querem dar bem connosco, como por exemplo, os árabes.
 
5. Como vê a actual situação dos judeus espalhados pelo mundo?
            O povo judeu não é perseguido por ninguém.
Temos até muitas fábricas e empresas em todo o mundo. Por exemplo, a maior fábrica de aço dos EUA, a General Motors, a Opel, entre outras, são de origem judaica. O facto de termos indústrias em todo o mundo, são motivo de alegria e progresso.
      Outro dos exemplos é o desenvolvimento do nosso país. Como todos sabem, em Israel existe um grande problema de falta de água. Contudo, desenvolvemos um sistema de rega capaz de solucionar o problema. Os resultados foram muito positivos, pois conseguimos que os nossos frutos fossem os melhores.
 
 6. O conflito entre os estados de Israel e o Palestiniano continua a ser dos mais violentos e de final pacífico mais improvável num futuro próximo. Qual pensa ser a solução definitiva para o conflito e para finalmente fazer reinar a paz na cidade santa para cristãos, judeus e muçulmanos?
        Quando eles dizem que nós ocupamos o território deles é mentira, pelo contrário, eles é que ocuparam o nosso. Foi a técnica judaica que fez evoluir o Egipto, como na construção das pirâmides, na colocação da considerada a maior pedra do mundo (50mil toneladas), no muro das lamentações. O povo judeu sempre foi muito pobre, viviam no deserto e, para se alimentarem, assaltavam as rotas que por ali passavam ou conviviam com eles.
            Nós gostávamos de nos dar bem com essa gente. E, a solução definitiva, seria eles deixarem de ser terroristas. Em vez disso, podiam ser mais humildes, mas eles é que perdem. Eles vivem muito mal, pois em Israel ninguém dá trabalho a palestinianos, embora eles também não gostem muito de trabalhar. Nós, apesar de tudo, tratamos as crianças e mulheres grávidas israelitas, mas eles não merecem o que nós lhes fazemos.
 
 7. O estereótipo de um judeu descreve-o com barba longa, vestes escuras e um grande chapéu. Alguma razão para estas características ?
            Todo o homem, desde que se levanta até que se deita, deverá ter a cabeça tapada tipa – apenas quando andamos na rua, para evitar conflitos, usamos um chapéu, pois na localidade onde nos encontramos a comunidade é muito pequena; a barba longa, é por uma questão de tradição não a cortar; as vestes escuras, é por respeito a Deus; existem também as trancinhas ao pé das orelhas, embora aqui não se veja muito, o local onde esta característica é mais usada, é em Nova York.
 
8. Desde o nascimento da ciência que esta e a religião são vistas como incompatíveis. Qual a sua perspectiva sobre este assunto?
    Deus existe, e nós temos provas. Ele é incorpóreo, logo não temos imagens. Mas que Deus existe, existe!   
   Algumas das provas da sua existência, aconteceram no Egipto. Os judeus eram escravos de um faraó que foi muito mau para com este povo. O povo judeu, descontente, lançou várias pragas sobre o Egipto, pediram a Deus que uma grande catástrofe acontecesse naquele local. As pragas de gafanhotos e de piolhos que se seguiram, de certeza, que não aconteceram por mero acaso. Claro que poderiam ter acontecido por forma natural, mas então porque é que só aconteceram lá? Isto significa alguma coisa, que não aconteceu por acaso, pois nada acontece por acaso.
  Nós baseamo-nos na teoria de Darwin. A sua teoria insere, essencialmente nas ideias de que nada acontece por acaso. Quando um povo se encontra em dificuldades, é normal que faça pedidos a Deus, mas se estes forem feitos com seriedade, concretizam-se. Isto é também uma teoria judaica.
 
 


Publicado por areligiao às 18:32
Link do post | Comentar | Adicionar aos favoritos

A Religião e o Homem
Pesquisar neste blog
 
Maio 2007
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10
11
12

13
16
17
18

20
21
22
24
25
26

27
28
29
30
31


contador de visitas
Contador Web
blogs SAPO
subscrever feeds