As dez mais antigas e ainda hoje praticadas Religiões no Mundo
Segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Conclusão

De acordo com os argumentos que foram apresentados no desenvolvimento, pode-se concluir que a introdução é verdadeira.

É imprescindível relembrar que religião deriva da palavra latina "religio", mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religio com outros vocábulos. Aparentemente no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão.

Em virtude do que foi mencionado, façamos uma breve síntese do principal tema do trabalho: “As dez mais antigas e ainda hoje praticadas no mundo”. Comecemos pelo Paganismo. O Paganismo é, em verdade, um termo designado, formalmente, à caracterização de alguma religião que representa a ausência de um profeta. O Judaísmo é o nome dado à religião do povo judeu, e é a mais antiga das três religiões monoteístas, tem Deus como um criador activo no universo. O Zoroastrismo é considerado como a primeira manifestação de um monoteísmo ético e, de acordo com os historiadores da religião, algumas das suas concepções viriam a influenciar o Judaísmo, Cristianismo e mesmo o Islão. O Xintoísmo é a religião tradicional japonesa, estritamente ligada à sua cultura e ao seu modo de vida, além disso, constitui um conjunto de crenças e práticas religiosas de tipo animismo. O Taoísmo é uma tradição que dialogando com o seu tradicional contraste, o confucionismo, modelou a vida chinesa por mais de 2000 anos, enfatiza a espontaneidade ou liberdade da manipulação sócio-cultural pelas instituições, linguagem e praticas culturais. O Hinduísmo é um conjunto de tradições religiosas que se originaram principalmente no subcontinente Indiano, abrange várias crenças, práticas e denominações religiosas. O Budismo encontra-se, ainda hoje, em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas e conta com cerca de 376 milhões de seguidores. O Confucionismo é um sistema filosófico chinês e, entre as suas preocupações, incidem sobre a moral, a política, a pedagogia e a religião. O Cristianismo é a maior religião mundial e é uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, os cristãos acreditam que Jesus é o Messias e como tal referem-se a ele como Jesus Cristo.

O estudo científico da religião é actualmente realizado por várias disciplinas das ciências sociais e humanas. A História das Religiões, nascida na segunda metade do século XIX, estuda a religião recorrendo aos métodos da investigação histórica. Ela estuda o contexto cultural e político em que determinada tradição religiosa emergiu.

Está assim terminado o nosso trabalho que esperamos que seja útil e esclarecedor para os futuros visitantes deste blog.

     


Sinto-me:

Publicado por areligiao às 21:29
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Fontes

www.alfurqan.pt                    

www.ccip.web.pt

www.sbmrj.org.br    

http://afilosofia.no.sapo.pt/religiao

http://www.combonianos.pt

http://www.cacp.org.br/tabela%20cronologica%20das%20religioes.htm

http://www.pai.pt

http://www.wikipedia.pt

                 



Publicado por areligiao às 21:25
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Islamismo

     O Islamismo foi fundado pelo profeta Maomé, no ano de 622 d.C.

   Uma vez na vida todo o muçulmano deve ir até Meca, na Arábia Saudita, o ponto máximo da peregrinação é chegar a mesquita sagrada de Meca e dar sete voltas em torno de uma grande edificação negra, a Caaba. Os peregrinos também precisam de ir até um lugar onde há 3momentos representando o demónio.

  O território sagrado de Meca é vedado aos não muçulmanos.

  A Hajj é um dos “5pilares” do islamismo: Profissão de fé; as orações diárias; peregrinação a Meca; contribuição para o Estado e o Jejum do Ramadão.

   As orações diárias são viradas para a Meca, cinco vezes por dia, contudo o jejum do Ramadão significa abster-se de tudo durante o dia.

A base da religião islâmica está no livro chamado Corão ou Alcorão, conteúdo da obra foi revelado por Deus a Maomé. Segundo Maomé, os povos que não têm religião superior devem ser submetidos ao Islão.

O Islamismo é a religião que mais cresce no mundo. Os muçulmanos acreditam na ressurreição dos mortos, no inferno e no paraíso.

 

Breve história da profecia

O primeiro homem foi Adão, foi a partir deste que a raça humana cresceu e se multiplicou, descendendo de Adão e Eva, Adão foi o primeiro profeta de Deus. O islamismo impõe a proibição do consumo de álcool e carne de porco. Os centros mais importantes da vida islâmica são as mesquitas. A religião muçulmana contém mais ou menos um bilião de seguidores que se dividem em duas vertentes: suni e xia. O nome original desta religião é Islão, que significa a submissão a um só Deus.

           Para pertencer à religião basta acreditar a 100% em Deus, a nacionalidade não interessa. Os muçulmanos consideram que é a religião islâmica que está o autêntico caminho da vida, não separam a religião da política. Convém ter em atenção que a intenção da religião muçulmano foi desde sempre a transmissão de valores espirituais e religiosas baseadas na bondade.

A oração no Islão
A oração foi a primeira das adorações instituídas por Deus no Islão, transmitida ao profeta Muhammad, através do arcanjo Gabriel. A obrigatoriedade da oração recai sobre:

→ Os muçulmanos

→ Os que atingiram a puberdade
→ Os que gozam de plenas faculdades mentais;
  • As condições prévias necessárias para a validade das orações:
→ Purificação;
→ Estar dentro do horário da oração;
→ Estar direccionado a Meca;
→ A intenção;
→ Estar num lugar limpo em congregação com outros muçulmanos ou só;
→ E estar vestido adequadamente.
 
Orações
·        Todos os muçulmanos adultos devem realizar orações cinco vezes por dia
·        Não é necessário rezar nas mesquitas
·        Sexta-feira é o dia em que a comunidade islâmica se reúne, na mesquita e dia de descanso.
Lugares santos para o Islão
Existem no mundo, 3 lugares sagrados para os Muçulmanos:
-         A Mesquita da Kaaba em Meca;
-         A Mesquita do Profeta Muhammad em Medina

 - E a Mesquita Aqsa, em Jerusalém

A oração no Islão
A oração foi a primeira das adorações instituídas por Deus no Islão, transmitida ao profeta Muhammad, através do arcanjo Gabriel. A obrigatoriedade da oração recai sobre:

→ Os muçulmanos

→ Os que atingiram a puberdade
→ Os que gozam de plenas faculdades mentais;
  • As condições prévias necessárias para a validade das orações:
→ Purificação;
→ Estar dentro do horário da oração;
→ Estar direccionado a Meca;
→ A intenção;
→ Estar num lugar limpo em congregação com outros muçulmanos ou só;
→ E estar vestido adequadamente.
 
Orações
·        Todos os muçulmanos adultos devem realizar orações cinco vezes por dia
·        Não é necessário rezar nas mesquitas
·        Sexta-feira é o dia em que a comunidade islâmica se reúne, na mesquita e dia de descanso.
Lugares santos para o Islão
Existem no mundo, 3 lugares sagrados para os Muçulmanos:
-         A Mesquita da Kaaba em Meca;
-         A Mesquita do Profeta Muhammad em Medina

 - E a Mesquita Aqsa, em Jerusalém

A oração no Islão
A oração foi a primeira das adorações instituídas por Deus no Islão, transmitida ao profeta Muhammad, através do arcanjo Gabriel. A obrigatoriedade da oração recai sobre:

→ Os muçulmanos

→ Os que atingiram a puberdade
→ Os que gozam de plenas faculdades mentais;
  • As condições prévias necessárias para a validade das orações:
→ Purificação;
→ Estar dentro do horário da oração;
→ Estar direccionado a Meca;
→ A intenção;
→ Estar num lugar limpo em congregação com outros muçulmanos ou só;
→ E estar vestido adequadamente.
 
Orações
·        Todos os muçulmanos adultos devem realizar orações cinco vezes por dia
·        Não é necessário rezar nas mesquitas
·        Sexta-feira é o dia em que a comunidade islâmica se reúne, na mesquita e dia de descanso.
  Lugares santos para o Islão
Existem no mundo, 3 lugares sagrados para os Muçulmanos:
-         A Mesquita da Kaaba em Meca;
-         A Mesquita do Profeta Muhammad em Medina

 - E a Mesquita Aqsa, em Jerusalém

 

ZO Sunismo
 
O Sunismo é o maior ramo do Islão, ao qual pertencem 85% do total dos muçulmanos. Os seguidores da tradição Sunita são os Sunitas.
A maioria dos sunitas acredita que o nome deriva da palavra Suna que é a forma de conduta do profeta Maomé. Alguns afirmam porém que Sunita deriva de uma palavra que significa "um caminho moderado" referindo-se à ideia de que o Sunismo toma uma posição mais neutral do que aquela que tem sido apercebida como mais extremada dos Xiitas.
No Islão, o desacordo político manifestou-se muitas vezes pelo desacordo religioso. O exemplo mais antigo disto foi que 30 anos após a morte de Muhammad, a comunidade islâmica mergulhou numa guerra civil que deu origem a três grupos. Uma causa próxima desta guerra civil foi que os muçulmanos do Iraque e do Egipto ressentiram-se do poder do terceiro Califa e dos seus governadores; outra causa foi a de rivalidades comerciais entre facções da aristocracia mercantil.Após o assassinato do Califa, a guerra eclodiu entre grupos diferentes, todos eles lutando pelo poder. A guerra terminou com a instauração de uma nova dinastia de Califas, que governavam desde Damasco.
Um dos grupos que surgiram desta disputa foi o dos sunitas. Eles tomam-se como os seguidores da sunna (práctica) do profeta Muhammad tal como relatado pelos seus companheiros (a sahaba). Os Sunitas também acreditam que a comunidade islâmica (ummah) se manterá unida. Eles desejavam reconhecer a autoridade dos Califas, que mantinham o governo pela lei e persuasão. Os sunitas tornaram-se a maior seita do Islão.
Os sunitas baseiam a sua religião no Corão e na Sunnah, como está registrada nos livros de Hadith. As coleções Hadith de Sahih Bukhari e Sahih Muslim são consideradas pelos sunitas como as coleções mais importantes. Para além destes dois livros, os Sunitas reconhecem quatro outros livros Hadith de autenticidade credível (apesar de não tão alta como os de Bukhari e de Muslim), todos juntos eles constituem os chamados "Seis Livros" ou o Kutubi-Sittah
 
 
ZO Xiismo
Depois da morte Maomé muitos acreditavam que ele havia escolhido como seu herdeiro e sucessor o seu genro Ali ibin Abun Talib, logo após o falecimento a escolha do novo Califa foi organizada, mas enquanto Ali e sua família aprontavam o enterro de Maomé, alguns sahaba, companheiro do Profeta, elegiam o novo governante da Comunidade Islâmica, sendo assim, Abu Bakr foi designado o novo Califa.
            Depois da morte de Abu Bakr, este foi sucedido por dois outros homens, e só após longos 25 anos Ali conseguiu chegar ao califado, porem, foi assassinado por membros de um grupo chamado Kharijitas.
            Os Kharijitas tem origem na batalha do camelo, onde o governador do Sham, Muáwiya, junto com a viúva de Maomé, Aisha, uniram suas forças para tirar Ali do poder, porém, quando viram que as suas tropas seriam derrotadas, colocaram páginas do corão nas pontas das lanças, sabendo que Ali não iria ataca-los dessa forma, entretanto, um pequeno grupo não aceitou o recuo do exército do califa, defendendo que deveriam batalhar mesmo assim, dessa situação nasce os Kharijitas, que quer dizer “os que saíram”. Com a morte de Ali, este foi sucedido por seu filho Hassan, porém, o novo califa foi obrigado a renunciar em prol de Muáwiya, que subornara seus amigos, corrompera seu governo, tornando-se impossível sua acção governativa. A divisão entre sunitas e xiitas nasce da questão sucessória dessa época.
   Os xiitas são o segundo maior ramo de crentes. Xiitas consideram Ali, o genro e primo de Maomé.
  Os muçulmanos xiitas estão espalhados por todas as partes do mundo no entanto, existem em maior concentração no Irão e Iraque.
  De modo resumido estas são as principais características do Xiismo:
·                    Surgiu durante os primeiros anos de formação do Islão, após a morte do profeta Maomé (por volta de 632);
·                    Deu origem a vários grupos, fontes de desenvolvimento intelectual, filosófico e espiritual;
·                    Expressão pouco significativa em muito poucos países;
·                    No Iémen e no Iraque a maioria da população pratica o seu credo;
·                    Tem como referência os seguidores de Ali Ibn Abu Telib;
·                    xiita- deriva da palavra Shia (seita);
·                    Defendia que a sucessão do califo pertencia apenas aos descendentes de família do profeta;
·                    A doutrina compartilha das crenças essenciais de toda a comunidade de Islâmica, sunita, unidade de Deus, a profecia de Maomé, ou a ressurreição;                            
·                    A sua filosofia, cosmologia e espiritualidade revelam influências gregas, persas e gnóstias;
·                    Responsável por grande parte do desenvolvimento intelectual islâmico;
·                    O xiismo crê que cada pessoa deveria ter a verdadeira visão do Mundo e dos Homens;
·                    Iniciou-se o período mais negro da história xiita (após o assassinato do filho de Ali);
·                    Pode-se comparar o sentimento dos xiitas das trágicas mortes de Ali e seus familiares com a "paixão de Cristo" para os cristãos (mês de morra).
 
Respostas rápidas sobre o Islamismo
 

 
1.Quem fundou o Islamismo?
Muhammad Bin Abdul Muttalib Maomé na língua de Camões em 622 d.C.
2. Quais são os pilares do Islão? 
São 5:
1-     Credo (Chahada). O credo é o testemunho da existência de Um Único Deus, e de que Muhammad é o Seu ultimo mensageiro;
2-     Orações (Salat). A todos os Muçulmanos são requeridas cinco orações diárias em períodos bem definidos do dia;
         3- Jejum (Saum). O jejum consiste na abstinência total de alimentos e líquidos e das relações     sexuais, desde o nascer até ao pôr-do-sol, durante todo o mês de Ramadão;
        4- Contribuição da Purificação (Zakat). Os Muçulmanos devem fazer anualmente um balanço dos seus bens materiais e contribuir com 2,5% do valor dos mesmos para distribuição aos pobres e por outros beneficiários legítimos. Normalmente, as contribuições são entregues à Mesquita de cada localidade, onde existe uma comissão nomeada para o efeito;
       5- A Peregrinação a Meca (Hajj). O cumprimento da Peregrinação a Meca (Makkah) é obrigatória uma vez na vida para todo o Muçulmano com posses financeiras para o efeito. A celebração da "Hajj" é realizada, em parte, em memória das provações e tribulações do Profeta Abraão, sua esposa Agar e seu filho primogénito Ismael.
     A Jihad (guerra santa) é por vezes considerada sexto pilar do Islão.
 
3. Qual o livro sagrado que serve de base ao Islamismo?
A base da religião islâmica está no livro chamado Corão ou Alcorão, conteúdo da obra foi revelado por Deus a Maomé. Segundo Maomé, os povos que não têm religião superior devem ser submetidos ao Islão.
 
4. Qual o dia sagrado para os muçulmanos?
O dia sagrado para os Muçulmanos é a sexta-feira (Jummâ). O Profeta Adão foi enviado ao mundo numa sexta-feira; o Profeta Moisés atravessou o Nilo numa sexta feira… e, acredita-se que o dia do Julgamento final terá lugar numa sexta-feira. Os Muçulmanos juntam-se todas as sextas feiras nas Mesquitas, depois do meio dia, para a oração de "Jummâ". O Imame (dirigente do culto Islâmico) faz o sermão (Khutba) e dirige a oração em congregação.
 
5. Quais os lugares santos para o Islão?
 A Mesquita da Kaaba em Meca; a Mesquita do Profeta Muhammad em Medina e a Mesquita Aqsa, em Jerusalém
6. Quais os dois principais “ ramos” do Islão?
Sunitas e Xiitas
 
7. Quando e porquê surgiram?
               Surgiram durante os primeiros anos de formação do Islão, após a morte do profeta Maomé (por volta de 632) os Sunitas são mais representativos   (e moderados) com 85% da população Islâmica no Mundo os xiitas encontram-se sobretudo no Irão e no Iraque. A razão da cisão foi a sucessão ao lugar de Maomé em que os xiitas apoiavam um descendente directo do profeta e os sunitas apontavam líderes políticos (califas), isto levou a uma guerra civil e atritos que ainda hoje se vão sentindo.
 



Cristianismo

Símbolo Cristão primitivo

  O cristianismo é uma religião monoteísta baseada na vida e nos ensinamentos de Jesus de Nazaré, que se encontram recolhidos nos Evangelhos, parte integrante do Novo Testamento. Os cristãos acreditam que Jesus é o Messias e como tal referem-se a ele como Jesus Cristo.

  Segundo a religião judaica, o Messias, um descendente do Rei David, iria um dia aparecer e restaurar o Reino de Israel. Na Palestina, por volta de 26 d.C., Jesus Cristo, nascido na cidade de Belém na Galileia começou a pregar uma nova doutrina e atrair seguidores, sendo aclamado por alguns como o Messias. Jesus foi rejeitado, tido por apóstata pelas autoridades judaicas. Foi condenado por blasfémia e executado pelos Romanos como um líder rebelde. Seus seguidores enfrentaram dura oposição político-religiosa, tendo sido perseguidos e martirizados, pelos líderes religiosos judeus, e, mais tarde, pelo Estado Romano.

  Com a morte de Jesus, os apóstolos, principais testemunhas da sua vida, reúnem-se numa comunidade religiosa composta essencialmente por judeus e centrada na cidade de Jerusalém.

  Esta comunidade praticava a comunhão dos bens, celebrava a "partilha do pão" em memória da última refeição tomada por Jesus e administrava o baptismo aos novos convertidos. A partir de Jerusalém, os apóstolos partiram para pregar a nova mensagem, anunciando a nova religião inclusive aos que eram rejeitados pelo judaísmo oficial.

 

  O cristianismo começou no século I como uma seita do judaísmo, partilhando por isso textos sagrados com esta religião, em concreto o Tanakh, que os cristãos denominam de Antigo Testamento. À semelhança do judaísmo e do Islão, o cristianismo é considerado como uma religião abraâmica.

  Embora existam diferenças entre os cristãos sobre a forma como interpretam certos aspectos da sua religião, é também possível apresentar um conjunto de crenças que são partilhadas pela maioria deles. Entre as crenças partilhadas estão:

O monoteísmo, a crença na existência de um único Deus, criador do universo e que pode intervir sobre ele. Os seus atributos mais importantes são por isso a omnipotência, a omnipresença e omnisciência;                         

O amor, Deus ama todas as pessoas e estas podem estabelecer uma relação pessoal com ele através da oração;

A maioria das denominações cristãs professa crer na Santíssima Trindade, isto é, que Deus é um ser eterno que existe como três pessoas eternas, distintas e indivisíveis: o Pai, o Filho e o Espírito Santo;

Outro ponto crucial para os cristãos é o da centralidade da figura de Jesus Cristo. Os cristãos reconhecem a importância dos ensinamentos morais de Jesus, entre os quais salientam o amor a Deus e o amor ao próximo, e consideram a sua vida como um exemplo a seguir. Acreditam que ele é o Filho de Deus que veio à Terra libertar os seres humanos do pecado através da sua morte na cruz e da sua ressurreição, embora variem entre si quanto ao significado desta salvação e como ela se dará. Para a maioria dos cristãos, Jesus é completamente divino e completamente humano;

 Acreditam os cristãos que a fé em Jesus Cristo proporciona aos seres humanos a salvação e a vida eterna. Julgam que precisam cumprir certas obras para obter a salvação e ainda outros que, embora o que salve seja a fé, esta apenas pode ser demonstrada se a pessoa agir de acordo com aquilo que crê;

A crença na vida após a morte, a crença no céu e no inferno, vistos como eternos. A Igreja Católica considera que para além destas duas realidades existe o purgatório, um local de purificação onde ficam as almas que morreram em estado de graça, mas que cometeram pecados;

 E por fim a crença na Igreja, entendida como a comunidade de todos os cristãos e como corpo místico de Cristo presente na Terra e sua continuidade.

   Quanto às diferenças entre as principais vertentes do Cristianismo falaremos asseguir.


 

 

O Cristianismo Católico


 

 

Surge na confluência do misticismo oriental, do messianismo Judeu do pensamento grego e do Universalismo Romano.

Religião monoteísta que coloca em primeiro plano a comunhão com Deus, o Pai, por intermédio do seu filho Jesus Cristo, o salvador da Humanidade.

O catolicismo é o maior ramo do cristianismo e o mais antigo como igreja organizada, sendo ainda hoje a religião cristã que detém o maior número de adeptos no mundo.

            A vinda de Jesus à terra pode ser considerada como o início do catolicismo. Após a partida do mestre, coube ao apóstolo Pedro continuar o trabalho de propagação do cristianismo (espalhar a religião cristã), e a necessidade de levar a boa nova coube ao Paulo de Tarso.

            Um dos mais importantes preceitos é o conceito de Trindade, ou seja, de Deus Pai, do Deus Filho e do Espírito Santo. E os mais importantes pilares do catolicismo são: a unidade e a trindade de Deus e a encarnação, a paixão e a morte de Jesus.

            O termo “católico” significa universal, e a primeira vez em que foi usado para qualificar a Igreja foi no ano 105d.c. Mas foi somente no século XVI, que a expressão “Igreja Católica” passou a designar exclusivamente a Igreja e que tem o seu centro no Vaticano. 

            Mas existem dois tipos de catolicismo:

               ● Catolicismo Oriental: representado pelas igrejas de rito grego também chamado de Igreja Ortodoxa Grega;

                 Catolicismo Ocidental: representado pelas igrejas de rito latino – também conhecido como Igreja Católica Apostólica Romana.

           

            No século XVIII a Igreja Católica escreve um dos seus mais negros capítulos, através da chamada inquisição, ou tribunal do Santo Ofício, cujo objectivo era combater os Hereges, ou seja, aqueles de professavam uma doutrina contrária ao que pregava a Igreja Católica.

            Ao chegar a idade média, a Igreja Católica era tão poderosa e rica como os maiores monárquicos da época.

            Estava cada vez mais se distanciado da sua verdadeira missão original. A Igreja se via então diante do seu primeiro grande desafio. Foi então criado o movimento contra-reforma, tendo como destaque a criação da companhia de Jesus. 

            Podemos afirmar que o catolicismo é uma doutrina intrinsecamente ligada ao judaísmo e o seu principal livro é a Bíblia que se divide em velho e novo testamento.

            No velho e novo testamento é onde estão narrados todos os acontecimentos desde a criação do mundo até a passagem de Jesus na terra, os actos dos apóstolos e algumas previsões sobre o futuro.         

            Além do culto de Jesus, o catolicismo enfatiza o culto à Virgem Maria. Os evangélicos, por exemplo, acreditam na crença do poder da Virgem e dos Santos enquanto intermediadores entre Deus e os homens que constitui uma verdadeira heresia. Já os teólogos católicos diferenciam muito bem a adoração e a veneração, eles explicam que, na liturgia católica, somente Deus é adorado, na pessoa de Jesus, seu filho unigénito. O respeito prestado à Virgem Maria e aos Santos não constitui um rito de adoração.

O catolicismo ensina que o fiel deve obedecer aos sete Sacramentos, que são:

                        ▪ Baptismo: o indivíduo é aceito como membro da igreja;

                        ▪ Crisma: confirmação do Baptismo;

                        ▪ Eucaristia (ou comunhão): recebe a hóstia consagrada;

                        ▪ Arrependimento ou confissão: o fiel reconhece e confessa os seus 

                          pecados;

                        ▪ Ordens Sacras: consagração do fiel como sacerdote se assim desejar;

                        ▪ Matrimónio: casamento;

                        ▪ Extrema-unção: o intuito de remediar os pecados e facilitar o ingresso

                          de suas almas para o Paraíso.

A canonização consiste em consagrar uma pessoa como “santa”- é minucioso, estender-se ao longo de vários anos e baseia-se numa série de relatos, pesquisas e provas testemunhas.

            A recompensa máxima esperada pelo fiel católico é a salvação da sua alma, que após a morte desejara entrar no Paraíso e lá gozar de descanso eterno, junto de Deus Pai, dos Santos e de Jesus Cristo.

            No caso de um cristão morrer com algumas “contas em aberto”, ele terá de fazer acertos, talvez incluam uma passagem pelo Purgatório. A intensidade dos castigos e o período de permanência nesse estágio vai depender do tipo de vida que levou na terra. Mas o grande castigo mesmo é a condenação da alma à perdição eterna que acontece no Inferno.

            Mas afinal quais são os pecados?

1-     Não obedecer aos 10 Mandamentos:

a)      Não tomar Seu santo nome em vão.

b)      Guardar domingos e festas.

c)      Honrar pai e mãe.

d)      Não matar.

e)      Não pecar contra a castidade.

f)        Não furtar.

g)      Não levantar falso testemunho.

h)      Não desejar a mulher do próximo.

i)        Não cobiçar as coisas alheias.

 

 Os Mandamentos da Igreja são:

a)      Participar da Missa nos Domingos e das festas de guarda.

b)      Confessar-se ao menos uma vez por ano.

c)      Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição.

d)      Santificar as festas de preceito.

e)      Jejuar e abster-se de carne conforme manda a Santa Madre Igreja.

  E os Mandamentos da Caridade são:

                        a) Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma

                        vê de toda a tua mente e Amarás a teu próximo como a ti mesmo.   

 

A autoridade máxima é o Papa, mas abaixo de si:

                  1- Leigos, Religiosos, Padres, Bispos.

 

A Igreja tem por fundamentos 4 características:

 

1.      Unas, porque professa a mesma fé e os religiosos acreditam nos mesmos princípios, que são:

a)      Trindade

b)      Monoteísmo

c)      União hipostática

d)      Salvação pela graça

e)      Ressurrecto de Cristo

2.      Santa – porque procura imitar Deus e seguir os ensinamentos de Jesus.

3.      Católica – porque é universal.   

4.      Apostólica – porque conserva a pregação escrita e viva.

 

 
 Respostas rápidas sobre o Catolicismo
 
  1. O catolicismo é o maior ramo de que religião?                                                        

         Cristã

 
 
  1. Quais são os pilares do Catolicismo?
A unidade e a trindade de Deus e a Encarnação, A paixão e a morte de Jesus.
 
 
  1. Quais são os dois tipos de religião?
O Catolicismo Oriental e o Catolicismo Ocidental.
 
 
  1. Qual o livro sagrado da religião?
A bíblia
 
 
  1. O Catolicismo evoca o culto a quem?
A Jesus e à Virgem Maria.
 
 
 
 
  1. Quais são os sacramentos?
O Baptismo; a Crisma; a Eucaristia; o Arrependimento; as Ordens Sacras; O matrimónio e a Extrema-unção.
 
 
  1. Quais são os sete Pecados Capitais?
A gula; a vaidade; a luxúria; a avareza; a preguiça; a cobiça e a ira.
 
 
  1. Qual o representante máximo da religião?
      O Papa.
 
 
 


Cristianismo Ortodoxo


 

O termo ortodoxo é utilizado para designar as igrejas cristas do Oriente que se separam da Igreja Católica apostólica Romana em 1904.

A igreja tinha 5 sedes: Patriarcados, Antioquia, Constantinopla, Alexandria, Jerusalém e Roma.

A maior autoridade da Igreja Crista era o concílio Ecuménico que ainda hoje gere as Igrejas Ortodoxas. Uma parte das Igrejas Ortodoxas, que voltou a unir-se à igreja Católica Romana constitui hoje as Igrejas Católicas do Rito Oriental.

Os ritos da igreja ortodoxa são sempre solenes e constituem o centro da expressão da sua fé. Não são usados instrumentos musicais, apenas o canto coral, são proibidas imagens esculpidas.

Os 5 ritos principais: Bizantino, Alexandrino, Antioquino, Armênico e Caldeu.

O monasticismo é a raiz da vitalidade da fé ortodoxa, sendo que o principal mosteiro se encontra no Monte Athos, na Grécia.

As principais diferenças entre a igreja ortodoxa e a igreja católica residem na concepção da igreja em si, visto que a igreja ortodoxa reconhece que todos os Bispos são iguais.

Continuadores do trabalho dos apóstolos e a totalidade da igreja estão em cada comunidade onde se celebre a Eucaristia.

Desta forma, não há diferença entre o bispo, arcebispo e patriarca.

Suas doutrinas apoiam-se nos livros do Novo Testamento, nos decretos dos sete primeiros concílios ecuménicos e nas obras patrísticas.

Diversamente da doutrina católica, o Espírito Santo procede do Pai, mas não do Filho. Negam a doutrina do purgatório e o dogma da Imaculada Conceição de Maria, mas aceitam a assunção da Virgem Maria, com base na afirmação formal dos livros litúrgicos. Outra distinção significativa é que, na Igreja Ortodoxa, só os bispos devem manter-se celibatários; os padres podem se casar, desde que o casamento ocorra antes da ordenação.

Outras diferenças são:

Ä     O Sacramento da Santa Unção pode ser administrado aos fiéis em caso de enfermidades, e não só no momento de risco de vida, como praticado pela Igreja Romana.

Ä     Em casos excepcionais, ou por graves razoes, a Igreja Ortodoxa acolhe a solução do divórcio.

Ä     Na Igreja Ortodoxa, só se permitem ícones nos templos.

Ä     O baptismo é por imersão.

Ä     A data da Páscoa (Ressurreição) não coincide com a da Igreja Católica, e representa a maior festa da Igreja ortodoxa.

Ä     Na comunhão, os fiéis recebem pão e vinho, enquanto que, na Igreja Romana recebem só o pão

Ä     Na Igreja Ortodoxa, não existem as devoções ao Sagrado Coração de Jesus, Corpus Christi, Via Crucis, Rosário, Cristo-Rei, Imaculado Coração de Maria e outras comemorações análogas.

Ä     O processo da canonização de um santo é diferente na Igreja Ortodoxa; nele, a maior parte do povo actua no reconhecimento do seu estado de santidade.

 

Respostas rápidas sobre Cristianismo Ortodoxo
                                                              
 
1-    O que significa o termo Ortodoxo?
Designa as igrejas cristas do Oriente que se separam da Igreja Católica Apostólica Romana em 1904.
 
2-    A igreja tem 5 sedes quais?
 Patriarcados, Antioquia, Constantinopla, Alexandria, Jerusalém e Roma.
 
3-    Qual é a autoridade máxima da igreja cristã ortodoxa?
É o concilio Ecuménico que ainda hoje gere as Igrejas Ortodoxas.
 
4-Quais são os 5 ritos principais do cristianismo ortodoxo?
Bizantino, Alexandrino, Antioquino, Armênico e Caldeu.
   
5-  Em que livro se apoia a religião Cristã Ortodoxa?

No novo Testamento.

 

 

 

 

 



Confucionismo

  Esta religião oriental surgiu baseada nas ideias de um filósofo chinês de seu nome Confúcio que viveu entre 551 e 479 a.C. .

  Não raras vezes se coloca em duvida o confucionismo enquanto religião dado tratar primeiramente de condutas morais e de ordem social, daí a catalogação frequentemente atribuída por alguns ao Confucionismo de filosofia de vida.

  Na época de Confúcio a China encontrava-se dividida em estados feudais que lutavam entre si pelo poder absoluto. Desses conflitos resultavam frequentemente execuções em massa de populações inocentes que ocorriam única e exclusivamente pelo pagamento atribuído a cada soldado que leva-se até ao seu senhor a cabeça dos seus inimigos assim, velhos, mulheres e crianças de aldeias de domínios vizinhos eram sumariamente decapitadas.

  É então dentro desta época de violência e crueldade que Confúcio cria os princípios para a existência de um mundo perfeito. Segundo ele a justiça para todos, os princípios humanos de cortesia e piedade, a lealdade e a integridade de carácter criariam um mundo perfeito de convivência entre os humanos (aqui se vê a influencia ética e moral que Confúcio difundia, mas os seus ensinamentos vão muito alem da esfera ética), este filósofo, afirmava ainda que a natureza Humana é boa, que o Céu existe e influencia os homens na terra. Além de tudo isto, incrementou ainda dois grandes preceitos religiosos o primeiro que demonstrava que os ancestrais tinham obrigatoriamente de ser venerados e o segundo preceito o da piedade filial sendo que estes dois preceitos provam que o Confucionismo não se resume unicamente a um sistema filosófico.

  Vamos de seguida a debruçarmo-nos sobre a doutrina confucionista. Segundo Confúcio o Ser Humano é constituído por quatro dimensões: O Eu, A Comunidade, A Natureza e finalmente O céu (fonte de auto-realização definitiva) e é a partir destas quatro dimensões que o Ser Humano se completa. A restante doutrina pode ser sintetizada em seis conceitos chave:

1º Jen (humanitarismo, bondade e benevolência) É a norma da reciprocidade “não faças aos outros aquilo que não gostavas que os outros te fizessem” e corresponde à virtude mais elevada das cinco existentes no Confucionismo conhecida como “Amor ao próximo”;

2º Chun-Tzu (homem superior) Segundo o mestre chinês para o homem ser perfeito deve ser sábio, humilde, magnânimo, sincero e amável aqui se encontra a segunda virtude essencial do homem “A sabedoria e sinceridade desinteressadas”;
3º Cheng-ming (adequação dos títulos ao comportamento) Segundo Confúcio o Homem tem de adequar o titulo designativo que possui ao seu comportamento no dia a dia. Aqui se encontra a terceira virtude “ O cumprimento das regras adequadas de conduta”;
4º Te (poder e autoridade) Confúcio ensinava que o poder era necessário para dirigir qualquer sociedade, mas este devia ser utilizado com moderação e justiça pelos governantes este conceito corresponde á quarta virtude essencial do homem a “justiça”;
5º Li (reverencia) A doutrina confucionista ensina que cada governante deveria ser benevolente e proporcionar um bom padrão de vida ao povo promovendo a educação moral e os ritos, pois sem estes dois aspectos o homem não será capaz de prestar o culto apropriado aos ancestrais e deuses do Universo, nem estabelecer a diferença ente o rei e o súbdito, nem distinguir as diferentes ligações familiares e essa não é a vontade divina. Este conceito corresponde à última virtude a “Autoconsciência da vontade do Céu “;
6º Wen (artes nobres e música) Confúcio acreditava que toda a expressão artística era símbolo da virtude que se manifestava na sociedade.
  O Confucionismo é uma religião politeísta que crê em divindades naturais e antepassados mas tem a particularidade de crer também numa força suprema no Mundo num Supremo Governador que é alvo predilecto de culto. O culto a este ente supremo é conduzido pelos mais altos dirigentes da nação (visto o confucionismo não possuir credos ou sacerdotes) e esses dirigentes serem descendentes directos da divindade logo teriam as suas preces em favor do povo mais facilmente atendidas. Este culto realizava-se anualmente no solstício de Inverno (22 de Dezembro) e consistia em oferecer alimentos e vinho acompanhados de música, luzes e procissões ao altar do Céu que se situava em Pequim.
  Outra das práticas religiosas é a adoração dos ancestrais, sendo que esta veneração é sinal de gratidão e respeito, e permite que os espíritos dos mortos ajudem os vivos no seu êxito, prosperidade e harmonia. Para isto acontecer os familiares têm de fornecer tudo o que for necessário aos antepassados para que estes vivam além-túmulo de forma similar aos vivos isto inclui: o fornecimento de alimentos, roupas, utensílios, armas etc. todas estes bens são colocados no túmulo ou em festivais especiais. Se isto não for cumprido os confucionistas acreditam que os espíritos voltam sob a forma de fantasmas para fazer mal aos vivos e este medo aos espíritos maus é tanto que ainda hoje se celebra um festival em que se colocam alimentos e outros bens à porta de casa para acalmar os espíritos cujos descendentes não veneraram. 
   Por fim temos a prática da Piedade Filial que consiste na veneração e inteira dedicação dos elementos mais novos ao bem-estar dos familiares mais velhos devendo pós morte continuar a chorá-los e lamentá-los sendo este segundo o Confucionismo o dever fundamental de todo o homem, e a prática do Prognoticismo que é uma prática de adivinhação que consiste em deitar terra sobre a mesa e analisar as figuras que se formam ou também na análise e observação de relâmpagos, voos de pássaros e tudo que esteja relacionado com o “Céu” (deuses e fenómenos que acreditam por eles provocados).
  Actualmente e apesar do Comunismo banir todas as práticas religiosas 25% dos chineses admitem viver segundo o Confucionismo, fora da China esta religião calcula-se ter 6.3 milhões de adeptos entre o Japão, Coreia do Sul e Singapura.    
Respostas rápidas sobre o Confucionismo
 
 

1.Quem fundou o Confucionismo?
Um sábio chinês de nome Confúcio que viveu entre 551 e 479 a.C.
 
2.Quais os princípios desta religião e porque é vista muitas vezes apenas como um sistema ético?
Numa época de extrema violência Confúcio definiu estes princípios para a sua religião piliteísta: justiça para todos, a cortesia e a piedade, a lealdade e a integridade carácter. Todos juntos criariam um mundo perfeito de convivência entre os humanos (aqui se vê a influencia ética e moral que Confúcio difundia, mas os seus ensinamentos vão muito alem da esfera ética) este filosofo afirmava ainda que a natureza Humana é boa e que o Céu existe e influencia os homens na terra além de tudo isto incrementou ainda dois grandes preceitos religiosos o primeiro que demonstrava que os ancestrais tinham obrigatoriamente de ser venerados e o segundo preceito o da piedade filial sendo que estes dois preceitos provam que o Confucionismo não se resume unicamente a um sistema filosófico.
 
 3. Quais os seis conceitos que sintetizam a doutrina Confucionista?
1º Jen (humanitarismo, bondade e benevolência);
2º Chun-Tzu (homem superior);
3º Cheng-ming (adequação dos títulos ao comportamento);
4º Te (poder e autoridade);
5º Li (reverencia) ;“
6º Wen (artes nobres e música)
 
4. Que práticas religiosas se realizam no confucionismo?
O culto ao ente supremo realizava -se anualmente no solstício de Inverno (22 de Dezembro) e consistia em oferecer alimentos e vinho acompanhados de música, luzes e procissões ao altar do Céu que se situava em Pequim;
a adoração dos ancestrais através de orações e oferendas( alimentos, vestuário etc.) que permite que os espíritos dos mortos ajudem os vivos no seu êxito, prosperidade e harmonia, se isto não for cumprido os confucionistas acreditam que os espíritos voltam sob a forma de fantasmas para fazer mal aos vivos; a prática da Piedade Filial que consiste na veneração e inteira dedicação dos elementos mais novos ao bem-estar dos familiares mais velhos (mesmo após a morte) sendo este segundo o Confucionismo o dever fundamental de todo o homem e por fim a prática do Prognoticismo (adivinhação).




Budismo

  O budismo formou-se no nordeste da Índia, entre o século VI e o século IV a.C. Este período corresponde a uma fase de alterações sociais, políticas e económicas nesta região do mundo. A antiga religiosidade bramânica, centrada no sacrifício de animais, era questionada por vários grupos religiosos, que geralmente orbitavam em torno de um mestre.Um destes mestres religiosos foi Siddhartha Gautama, o Buda, cuja vida a maioria dos académicos ocidentais e indianos situa entre 563 a.C. e 483 a.C., embora os académicos japoneses consideram mais provável a data 448 a.C.-368 a.C. Siddhartha nasceu na povoação de Kapilavastu, que se julga ser a aldeia indiana de Piprahwa, situada perto da fronteira indo-nepalesa. Pertencia à casta guerreira. Várias lendas posteriores afirmam que Siddhartha viveu no luxo, tendo o seu pai se esforçado por evitar que o seu filho entrasse em contacto com os aspectos desagradáveis da vida.

  Por volta dos 29 anos, o jovem Siddhartha decidiu abandonar a sua vida, renunciando a todos os bens materiais, e adoptando a vida de um renunciante. Praticou o ioga (numa forma que não é a mesma que é hoje seguida nos países ocidentais), e seguiu práticas ascéticas extremas, mas acabou por abandoná-las, vendo que não conseguia obter nada delas.    Segundo a tradição, ao fim de uma meditação sentado debaixo de uma figueira, descobriu a solução para a libertação do ciclo das existências e das mortes que o atormentava.Pouco depois decidiu retomar a sua vida errante, tendo chegado a um bosque perto de Benares, onde proferiu um sermão diante de cinco jovens, que convencidos pelos seus ensinamentos, se tornaram os seus primeiros discípulos e com que formou a primeira comunidade monástica. O Buda dedicou então o resto da sua vida (talvez trinta ou cinquenta anos) a pregar a sua doutrina através de um método oral, não tendo deixado quaisquer escritos.

  O Budismo é uma religião e filosofia baseada nos ensinamentos deixados por Siddhartha Gautama, ou Sakyamuni o Buda histórico, que viveu aproximadamente entre 563 e 483 a.C. na Índia. De lá se espalhou através da Ásia, Ásia Central, Tibete, Sri Lanka, Sudeste Asiático como também para países do Leste Asiático, incluindo China, Myanmar, Coreia, Vietname e Japão. Hoje o budismo encontra-se em quase todos os países do mundo, amplamente divulgado pelas diferentes escolas budistas, e conta cerca de 376 milhões de seguidores. Os ensinamentos básicos do budismo são: evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente. O objectivo é o fim do ciclo de sofrimento, sambara, despertando no praticante o entendimento da realidade última – o Nirvana. A moral budista é baseada nos princípios de preservação da vida e moderação. O refinamento mental foca na disciplina moral, concentração meditativa, e sabedoria.

   Apesar do budismo não negar a existência de seres sobrenaturais, ele não confere nenhum poder especial de criação, salvação ou julgamento à esses seres, não compartilhando da noção de Deus comum à maioria das religiões. Base do budismo é a compreensão das Quatro Nobres Verdades, ligadas à constatação da existência de um sentimento de insatisfação inerente à própria existência, que pode no entanto ser transcendido através da prática do Nobre Caminho Óctuplo. Outro conceito importante, que de certa forma sintetiza a cosmo visão budista, é o das três marcas da existência: a insatisfação a impertinência e a ausência de um "eu" independente

  À semelhança de Jesus Cristo Buda não deixou nada escrito. De acordo com a tradição budista, ainda no próprio ano em que o Buda faleceu teria sido realizado um concílio na cidade de Rajaghra onde discípulos do Buda recitaram os ensinamentos perante uma assembleia de monges que os transmitiram de forma oral aos seus discípulos. Porém, a historicidade deste concílio é alvo de debate: para alguns este relato não passa de uma forma de legitimação posterior da autenticidade das escrituras.

   Por volta do século I a.C. os ensinamentos do Buda começaram a ser escritos. Um dos primeiros lugares onde se escreveram esses ensinamentos foi no Siri Lanka, onde se constituiu o denominado Cânone Pali. O Cânone Pali é considerado pela tradição Theravada como contendo os textos que se aproximam mais dos ensinamentos do Buda.      

  Não existem contudo no budismo um livro sagrado como a Bíblia ou o Alcorão que seja igual para todos os crentes; para além do Cânone Pali, existem outros cânones budistas, como o chinês e o tibetano. Quando se verificou a ascensão do budismo Mahayana esta tradição alegou que o Buda ensinou outras doutrinas que permaneceram ocultas até que o mundo estivesse pronto para recebê-las; desta forma a tradição Mahayana inclui outros textos que não se encontram no Theravada.

Respostas rápidas sobre o Budismo
 
 
1- O budismo surgiu em que século?
Foi no século VI a.C. e IV a. C.
 
2- O budismo é uma filosofia e a religião baseada por quem?
Por Siddhartha Gautama, ou Sakyamuni o Buda histórico.
 
3- Em que período histórico viveu o budismo?
Aproximadamente entre 563 e 483 a.C.
 
4- Quantos seguidores existem da religião budista?
São 376 milhões.
 
5-Quais são os ensinamentos básicos praticados pelo Budismo?
Evitar o mal, fazer o bem e cultivar a própria mente.
 
6- Qual é a base essencial para o Budismo?
Compreensão das quatro nobres verdades.
 
7- Quais são as três marcas de existência?
 A insatisfação, a impertinência e a ausência de um "eu" independente.
 
8-Em que ano começaram a ser escritos os ensinamentos de Buda?
Por volta do século I a.C.




Hinduísmo

  O hinduísmo pode ser definido como um conjunto de ritos, princípios, e práticas que vieram para a Índia por volta do ano 2 500 a.C. trazidos pelos vedas e foram sendo inicialmente transmitidos oralmente de geração a geração até finalmente serem transcritos. Hinduísmo tem carácter histórico, pois a sua utilização deriva-se de hindu a denominação dada pelos persas e gregos aos povos que habitavam as margens do riu Sindhu – actual Indus. Posteriormente sob o domínio inglês, a fé deste povo foi denominada “Hinduism” em português Hinduísmo.

A trindade Hindu Brahma (centro), Vishnu (esquerda) e Shiva (direita)

  O hinduísmo não possui todos os atributos para ser definido como uma religião (fundador, hierarquia, liturgia e dogmas), mas é praticado e seguido por mais de 85% da população Índia (sendo para estes muito mais que uma religião). Por sinal, a palavra hinduísmo deriva de hindu, que foi a denominação dada por persas e gregos aos povos que moravam nas margens do rio Sindhu. A característica singular da fé hindu é a sua universalidade, pois é respeita e reconhece todas as formas de culto e de fé, atribuindo valor aos profetas e ícones das outras religiões.

   Os fundadores da religião estão contidos nos quatro livros sagrados, os vedas, que em sânscrito quer dizer conhecimento, e são: o Rig-veda; o Sama-veda; o Yajur-veda e o Athara-veda (estes livros contêm hinos, ritos, e preces que são compostos em duas partes: a parte do trabalho e a do conhecimento), há também os Upanishads, que são considerados como a essência original dos vedas e este é o mais sagrado de todos os livros.

  Embora possua um vasto panteão de divindades, o hinduísmo possui uma trindade principal que é composta por Brahma, Vishnu, e Shiva (criação, preservação e destruição) – ao contrário do que a maioria pensa, a religião dos vedas não é politeísta, pois todos os deuses e deusas são na verdade manifestações do Deus uno ou verdade suprema que é Brahma. Para os hindus (Brahma) é uma só, que abrange tudo e todos, caracterizando o panteísmo desta religião. Segundo os ensinamentos hinduístas o mundo material em que vivemos é uma mera ilusão, em que Maya (a ilusão), faz parecer real para enganar os homens e fazê-los sofrer.

Shiva

         O hinduísmo ensina que os homens possuem uma alma eterna e indestrutível (atma), que faz parte de Brahma, e que todos devem trabalhar para alcançarem a liberdade (moksha) e voltarem para Brahma. Esta libertação é alcançada através da quebra do ciclo de existências sucessivas (samsara), ou seja, o homem a cada existência, através do conjunto das suas acções (karma), constrói a sua próxima existência, enquanto o homem não conseguir alcançar o nirvana (estado de plenitude e de conhecimento de si mesmo e do universo) o homem após a morte retorna para uma nova existência, que pode ser na forma de homem ou de animal (metempsicose).

         A religião hindu reconhece três caminhos para se alcançar a libertação (moksha): p caminho do conhecimento (Jnana Marga), o caminho da devoção (Bhakti Marga) e o caminho das obras rituais (karma marga), dentro deste contexto estimula a prática de Yoga, que é uma forma de subjugar o corpo à alma, assim como de unir a alma individual (atma) a alma universal (brahma), e a meditação transcendental como formas de elevação espiritual que podem ajudar o homem a alcançar a iluminação e a liberdade do mundo ilusório, além destes, são importantes também a oração, e o ascetismo (libertação dos aspectos materiais do mundo). 

 
 
Respostas rápidas sobre o Hinduísmo


 
 
1 – Quando é que o Hinduísmo foi visto pela primeira vez?
   No ano de 2 500 a.C.
 
2 - Em que local?
         Na Índia
 
3 – Porque que o Hinduísmo não pode ser definido como uma religião?
         Não possui fundador, hierarquia, liturgia e dogmas
 
4 – Qual a distribuição de praticantes desta religião?
         A maioria dos seguidores está na Índia onde 85% da população total é Hindu tem no entanto seguidores em todo o Mundo.
 
5 – Qual a principal característica da fé hindu?
         Universalidade
 
6 – Quais os livros sagrados da religião?
         Upanishads, Rig-veda, Sama-veda, Yajur-veda e Athara-veda
 
7 – Quais as principais trindades do hinduísmo?
         Brahma (criação), Vishnu (preservação) e Shiva (destruição). Apesar desta trindade o Hinduísmo não é politeísta, pois considera que tudo vem do Brahma e por exemplo Vishnu e Shiva fazem parte desse deus superior
 
8 – O que é que o hinduísmo ensina ?
         Que o Homem possui uma alma eterna e indestrutível
 
9 – Quais os três caminhos possíveis para alcançar a libertação?
         Caminho do conhecimento, da devoção e das obras rituais.

 



Publicado por areligiao às 20:01
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Xintoísmo

  O Xintoísmo foi a primeira religião japonesa. Diferente da Budismo, Cristianismo e Islamismo esta religião não tem um fundador conhecido, escrituras sagradas ,  filosofia religiosa explícita nem muito menos um código moral.

  Na verdade, o Xintoísmo só recebeu esta designação no século VI d.C. pela necessidade de se distinguir das religiões estrangeiras (Budismo e Taoísmo) que haviam entrado no país. Até esse momento havia permanecido como a religião de um povo primitivo que tal como todos os outros povos eram sensíveis às forças da Natureza e cultivavam a mitologia.

  Esta religião considera os Humanos inferiores à Natureza e tem como propósito fundamental provocar um sentimento de unidade entre o mundo natural e o povo.  

  Para melhor entender-mos o Xintoísmo enquanto religião podemos estabelecer uma comparação deste com a mitologia greco-romana cujas principais características são do conhecimento geral. Em ambos os casos existe a divinação de elementos naturais como o Sol, a Lua os rios, as montanhas, os relâmpagos etc. estes elementos considerados deuses podem alegrar-se ou enfurecer-se com os humanos atribuindo-lhes a sua bênção ou maldição daí a preocupação constante com o culto a estes deuses. Dentro das semelhanças atrás referidas encontra-se também a imperfeição dos deuses tal como na mitologia clássica dos deuses greco-romanos.

  Segundo o Xintoísmo o Universo resulta da separação das duas forças Yang (céu e bem) e Yin (terra e mal) do caos primordial, estas duas forças deram então origem aos cinco elementos (ar, água, madeira, metal e terra) estes agentes permitiram a criação da “Dez Mil Coisas” e deram origem aos primeiros deuses de seu nome Kami, Kanji e Kan  que continuando a cadeia de criação originaram os outros deuses, a Natureza e o Homem.

Yang & Yin

  Entre os deuses posteriormente criados encontra-se o Senhor do Céu (Tennou) que preside a uma assembleia de deuses e espíritos e que é servido por ministros e generais. Entre os servos mais importantes no Céu encontram-se os duques dos cinco elementos cada um a presidir ao ministério correspondente sendo que cada ministério é ainda servido por vários deuses menores e incontáveis espíritos.

  Entre os vassalos mais importantes na Terra encontram-se o Deus do Fogão que é responsável pela observação dos lares dos mortais durante o todo o ano subindo ao Céu no ano novo para apresentar um relatório sobre a vida das pessoas ao seu Senhor e ainda os deuses das cidades (normalmente anteriores humanos) encarregues de proteger cidades específicas contando para isso com a ajuda de deuses menores da terra e incontáveis espíritos da natureza. Além de todas estas divindades (já foram contadas mais de 8 milhões) ainda existem os dragões, os do Céu que são encarregues de proteger Tennou, e os dragões espirituais ou reis dragão que fazem a chuva cair e governam os mares.

  Quanto à vida dos Humanos propriamente dita o Xintoísmo diz que nascemos com duas almas: a superior chamada Kon de natureza divina e a alma inferior Haku que vem da terra e representa a natureza humana.  

  Quando o homem morre as almas tomam caminhos diferentes o Kon ascende ao Céu e é absorvido pelo Senhor dos Céus e o Haku descende à terra para ser julgado por um magistrado demoníaco, desse julgamento pode decorrer a prisão no inferno durante um período de tempo por falhas em vida e após o qual a alma renasce no Mundo, ou a alma ser recompensada e tornar-se um espírito ou mesmo um deus das cidades se tiver realizado feito extraordinários.

Templo Xintoísta

  É de salientar que as opções acima descritas só se realizam se o morto tiver tido a veneração dos seus familiares com sacrifícios, oferendas de alimentos em sua honra e ritos funerários se isto não tiver ocorrido os xintoístas acreditam que o morto se transforma em fantasma ou vampiro e volta à terra para prejudicar os vivos. Todas estes ritos funerários e oferendas são dirigidas por sacerdotes sua principal função é servir como um elo entre os deuses e os crentes através da execução dos ritos nos santuários, visando assegurar a protecção do povo japonês e do imperador (os sacerdotes xintoístas não são obrigados a levar uma vida de castidade, podendo casar e fundar uma família e podem as mulheres também ser sacerdotisas.

  Tal como foi dito atrás o Xintoísmo não possui escrituras sagradas nem filosofias religiosas específicas sendo as informações atrás reveladas extraídas da mitologia da época e que é mais ou menos seguida para explicar a origem do Mundo e justificar certos rituais pelos próprios seguidores do Xintoísmo.   

 

 

Respostas rápidas sobre o Xintoísmo
 
 
1. Quando surgiu o Xintoísmo?
Não se sabe ao certo quando surgiu porque foi a primeira religião japonesa e só recebeu a designação de Xintoísmo no século VI para se demarcar das restantes crenças que haviam entrado no Japão
 
2. Quais as principais características desta religião?
Tem inúmeras semelhanças com a mitologia grega e romana, diviniza os fenómenos da natureza, os deuses são semelhantes aos humanos, existem criaturas fantásticas como os dragões etc., não possui escrituras nem filosofias religiosas específicas sendo que todos os rituais e crenças se baseiam na mitologia popular vigorante aquando do aparecimento desta religião.
 
 3. Como vê a criação do Universo e quais as principais divindades?
   A criação do Universo resulta da separação das duas forças opositoras Yang (bem) e Yin (mal) que criaram os cinco elementos (ar, água, madeira, metal e terra que consequentemente criaram os primeiros deuses entre eles o Senhor dos Céus Tennou, os restantes deuses e a natureza.
  Entre as principais divindades encontram-se também o Deus do Fogão encarregue de vigiar a vida dos humanos para no final de cada ano relatar a Tennou e os Deuses das cidades. 
 
4.Qual a visão do Xintoísmo em relação à vida e à morte?
   Quando nascemos possuímos duas almas a Kon ( celestial) e a Haku ( que vem da terrs), quando morremos as almasseparam-se a Kon volta para Tennou e a Haku desce à terra para ser julgada. Do julgamento pode decorrer a prisão durante um período de tempo no Inferno devido a más acções, findo esse período renasce na Terra, ou devido a uma vida de boas acções ou de feitos extraordinários transformar-se num espírito das cidades ou num deus.
  Isto acontece apenas se tiver tido um funeral adequado, se isto não acontecer o morto transforma-se em vampiro ou fantasma.
 
5.    Quais os locais de culto do Xintoísmo?
  Em templos específicos localizados em locais com paisagens exuberantes e que possuem para se diferenciar dos restantes templos um tipo de portões de madeira designado Torii.
 
6. Existem sacerdotes?
Sim, são responsáveis por dirigir os cânticos e as oferendas para beneficiar o povo japonês e o Imperador. Os sacerdotes xintoístas não são obrigados a levar uma vida de castidade, podendo casar e fundar uma família e podem as mulheres também ser sacerdotisas
        
          



Taoísmo

    A origem do Taoísmo ou pelo menos dos seus princípios fundamentais é atribuída aos ensinamentos do mestre chinês Lao Tse (velho mestre) um contemporâneo de Confúcio que viveu entre 604 e 517 a.C. . Sendo contemporâneo de Confúcio também Lao Tse viveu numa época de extrema tirania e violência a que se opunha ferozmente isto, levou-o a abandonar um cargo governativo que ocupava e a dirigir-se para a fronteira com o Tibete, rezam as lendas que quando se preparava para a atravessar a fronteira foi reconhecido por um amigo da guarda imperial que lhe disse que só o deixaria passar se Lao Tse escrevesse os seus ensinamentos num livro. Após três dias Lao Tse dirigiu-se ao amigo e entregou-lhe um livro a que chamou Tao te Ching (O caminho e princípios morais) no qual ensinava uma filosofia de vida ao povo. Após isto o guarda deixou passar Lao Tse que nunca mais voltaria à China.

    Surgia assim o livro sagrado do posteriormente designado Taoísmo mas que nesta época apenas representava um livro com ensinamentos para a vida.

    O Taoísmo religioso propriamente dito, apenas surgiu no decorrer do século II a.C. com um discípulo de Lao Tse a desenvolver e proliferar os ensinamentos do mestre com inúmeras obras criadas ao longo da vida que deram verdadeiramente início à religião formando o Cânon do Taoísmo, esta religião passou então a ser conhecida como uma religião politeísta e anti-intelectual que leva o Homem a contemplar e aceitar as leis da Natureza sem tentar compreender o porquê de acontecerem, o como se manifestam, ou a forma de as evitar ou atenuar.

   Pensa-se que estes ensinamentos de Lao Tse são em parte uma reacção contra o Confucionismo que prosperava naquela época e em que se ensinavam as pessoas a terem uma vida exemplar numa sociedade disciplinada onde se dedicassem aos ritos e suas tarefas específicas em oposição o Taoísmo ensinava que as pessoas deveriam evitar todo o tipo de obrigações e convívios sociais, levar uma vida simples e voltada para a Natureza se estes princípios se contradizem têm outros bastantes semelhantes sobretudo nos rituais e que serão demonstrados mais à frente.

 A doutrina básica desta religião resume-se às “Três Jóias” compaixão moderação e humilhação, sendo a bondade, a simplicidade e a delicadeza também, importantes virtudes do Taoísmo.

    Segundo os ensinamentos da religião o Tao é tido como o Deus criador e é considerado a única fonte do Universo sendo eterno e determinante de todas as coisas, consideram também que todo o Mundo é constituído pelos elementos opostos Yang (o bem, o masculino) e o Yin (o mal, o feminino) e que a harmonia só pode ocorrer quando há um equilíbrio entre estas duas forças no homem estando assim em comunhão com o Tao. 

    Entre as práticas religiosas do Taoísmo encontram-se:

         O Culto aos ancestrais e outras divindades naturais (muitas destas divindades foram em vida pessoas que detiveram grandes poderes e realizaram heróicos feitos); a estas divindades são oferecidos alimentos e orações em troca das suas bênçãos. Alguns exemplos das divindades mais veneradas são: Shou  Hsing (deus da longevidade), Lu Hsing (deus da riqueza) e Fu Hsing (deus da felicidade);

         Os rituais de exorcismo onde os sacerdotes dirigem rituais públicos durante os quais eles submetem as orações do povo aos deuses e onde o sacerdote principal se encontra em transe e se dirige a outras divindades para pedir bênçãos para o povo e tenta com dádivas expulsar os demónios da terra;

a alquimia onde os monges através de ervas, plantas específicas e orações aos espíritos fabricam medicamentos para fins de cura de inúmeras doenças e expulsão de espíritos maus;

         Por fim o último rito das crenças taoistas é o culto da magia onde se procura por meio de orações e interferências de espíritos a realização de fenómenos inexplicáveis entre eles o fenómeno da adivinhação.

    Actualmente o Taoísmo está dividido em dois ramos o filosófico que se diz ateísta e leva o homem ao exercício dos instintos e da imaginação e o ramo religioso que é politeísta, idolatra e exotérico (consulta os mortos), possui escrituras sagradas sacerdócio hereditário e templos e desde o século V d.C. que incorporou a crença no céu e no inferno e a veneração a Lao Tse.

    Conta actualmente com mais de 3 mil monges e inúmeros templos sobretudo em Hong-Kong e tem mais de 20 milhões de adeptos em todo o Mundo.                                    

Respostas rápidas sobre o Taoísmo

1.    Quem fundou esta religião?

Lao Tse (velho mestre), um contemporâneo de Confúcio que viveu entre 604 e 517 a.C.

 

 

2.    Qual o livro sagrado do Taoísmo?

Tao te Ching (o caminho e os princípios morais) que começou por ser um livro que ensinava uma filosofia de vida.

 

 

3.    Quando surgiu propriamente dito o Taoísmo religioso?

Surgiu no século II a.C. através de um discípulo de Lao Tse que proliferou os ensinamentos do mestre com inúmeras obras ao longo da vida e que deram origem ao Cânon Taoista.

 

 

4.    O que defende o Taoísmo?

Que as pessoas se devem abster de todas as obrigações e convívios sociais e levar uma vida simples voltada para a Natureza. Pensa-se que surgiu em oposição ao Confucionismo que defendia uma vida em favor da comunidade.

 

 5.    Quais as principais virtudes defendidas por esta religião?

 As Três jóias, compaixão moderação e humilhação. São ainda virtudes importantes a bondade, a delicadeza e a simplicidade.

 

 

6.    Que práticas religiosas possui o Taoísmo?

   O culto ao Tao tido como o deus criador do Universo, o culto aos ancestrais e a inúmeras divindades naturais, os rituais de exorcismo e o culto da magia para a criação de medicamentos e para a prática da adivinhação.

 




Zoroastrismo
    O zoroastrismo é uma religião monoteísta fundada na antiga Pérsia pelo profeta Zaratustra, a quem os Gregos chamavam de Zoroastro. É considerada como a primeira manifestação de um monoteísmo ético e de acordo com os historiadores da religião algumas das suas concepções religiosas viriam a influenciar o judaísmo, o cristianismo e o islão.
    O nome desta religião vem do seu fundador Zaratustra que viveu na Ásia Central, num território que compreendia o que é hoje a parte oriental do Irão e a região ocidental do Afeganistão. Não existe um consenso em torno do período em que viveu; os académicos têm situado a sua vida entre 1750 e 1000 a.C.. Sobre a sua vida existem poucos dados precisos, sendo as lacunas preenchidas por lendas.
    De acordo com os relatos tradicionais zoroastrianos, Zaratustra viveu no século VI a.C.. Pertencia ao clã Spitama, sendo filho de Pourushaspa e de Dugdhova. Zaratustra era o sacerdote do culto dedicado a um determinado ahura. Aos trinta anos, enquanto participava num ritual de purificação num rio, Zaratustra viu um ser de luz que se apresentou como sendo Vohu Manah ("Bom Pensamento") e que o conduziu até à presença de Ahura Mazda (Deus) e de outros cinco seres luminosos, os Amesha Spentas. Este foi o primeiro de uma série de encontros que manteve com Ahura Mazda, que lhe revelou a sua mensagem.
    As autoridades civis e religiosas opunham-se às doutrinas de Zaratustra. Após doze anos de pregação Zaratustra abandonou a sua região natal e fixou-se na corte do rei Vishtaspa na Báctria (região que se encontra no actual Afeganistão). Este rei e sua esposa, a rainha Hutosa, converteram-se à doutrina de Zaratustra e o zoroastrismo foi declarado como religião oficial do reino. Zaratustra foi casado duas vezes e teve vários filhos. Faleceu aos setenta e sete anos assassinado por um sacerdote.
    O principal documento que nos permite conhecer a vida e o pensamento religioso de Zaratustra são os Gathas, dezessete hinos compostos pelo próprio Zaratustra e que constituem a parte mais importante do Avesta ou livro sagrado do zoroastrismo. A linguagem dos Gathas assemelha-se à que é usada no Rig Veda, o que situaria Zaratustra entre 1500 - 1200 a.C. e não no século VI a.C.. Vivia na Idade do Bronze, numa sociedade dominada por uma aristocracia guerreira.
    Para alguns investigadores, muito mais do que o fundador de uma nova religião, Zaratustra foi antes um reformador das práticas religiosas indo-iranianas. Ele propôs uma mudança no panteão dominante que ia no sentido do monoteísmo e do dualismo. Na perspectiva de Zaratustra, os ahuras passam a ser vistos como seres que escolheram o bem e os daivas o mal. Na Índia, o percurso seria inverso, com os ahuras a representarem o mal e os daevas o bem.O principal texto religioso do zoroastrismo é o Avesta. Julga-se que a actual forma do Avesta corresponde a apenas uma parte de Avesta original, que teria sido destruído em resultado da invasão de Alexandre Magno.
    Zaratustra elevaria Ahura Mazda ("Senhor Sábio") ao estatuto de divindade suprema, criadora do mundo e única digna de adoração.
    Outro conceito religioso por si apresentado foi o dos Amesha Spentas ("Imortais Sagrados"), que podem ser descritos como emanações ou aspectos de Ahura Mazda. Nos Gathas os Amesha Spentas são apresentados de uma forma bastante abstracta; séculos depois eles serão transformados e elevados ao estatuto de divindades. Cada Amesha Spenta foi associado a um aspecto da criação divina.
    Os Amesha Spentas são:
  • Vohu Manah ("Bom Pensamento"): os animais;
  • Asha Vahishta ("Verdade Perfeita"): o fogo;
  • Spenta Ameraiti - ("Devoção Benfeitora"): a terra;
  • Khashathra Vairya - ("Governo Desejável"): o céu e os metais;
  • Hauravatat ("Plenitude"): a água;
  • Ameretat ("Imortalidade"): as plantas.
    Os Gathas revelam também um pensamento dualista, sobretudo no plano ético, entendido como uma livre escolha entre o bem e o mal. Posteriormente, o dualismo torna-se cosmológico, entendido como uma batalha no mundo entre forças benignas e forças maléficas.
    Actualmente, os zoroastrianos dividem-se entre o dualismo ético ou o dualismo cosmológico, existindo também outros que aceitam os dois conceitos. Alguns acreditam que Ahura Mazda tem um inimigo chamado Angra Mainyu (ou Ahriman), responsável pela doença, pelos desastres naturais, pela morte e por tudo quanto é negativo. Angra Mainyu não deve ser visto como um deus; ele é antes uma energia negativa que se opõe à energia positiva de Ahura Mazda, tentando destruir tudo o que de bom foi feito por ele (a energia positiva de Deus é chamada de Spenta Mainyu). No final Angra Mainyu será destruído e o bem triunfará. Outros zoroastrianos encaram o dualismo no plano interno de cada pessoa, como a escolha que cada um deve fazer entre o bem e o mal, entre uma mentalidade progressista e uma mentalidade retardatária.
    Os zoroastrianos acreditam que Zaratustra é um profeta de Deus, mas este não é alvo de particular veneração. Eles acreditam que através dos seus ensinamentos os seres humanos podem aproximar-se de Deus e da ordem natural marcada pelo bem e justiça (asha).
   

    O Avesta divide-se em várias secções, das quais a principal é o Yasna (Sacríficios). O Yasna inclui os Gathas, hinos que se julga terem sido compostos pelo próprio Zaratustra. O Vispered é essencialmente um complemento do Yasna. O Vendidad é a secção que contém as regras de pureza da religião, podendo ser comparado ao Levítico da Bíblia. Os Yashts são hinos dedicados às divindades.

    Para além do Avesta, existem os textos em palavi, escritos na sua maior parte no século IX.

   A doutrina do zoroastrismo afirma que três dias após a morte a alma chega à Ponte Cinvat. A alma de cada pessoa percepciona então a materialização dos seus actos (daena): uma alma que praticou boas acções vê uma bela virgem de quinze anos, enquanto que a alma de uma pessoa má vê uma megera.

   Cada alma será julgada pelos deuses Mithra, Sraosha e Rashnu. As almas boas poderão atravessar a ponte, enquanto que as más serão lançadas para o inferno; as almas praticaram uma quantidade idêntica de boas e más acções são enviadas para o Hamestagan, uma espécie de purgatório.

    As almas elevam-se ao céu através de três etapas, as estrelas, a Lua e o Sol, que correspondem, respectivamente, aos bons pensamentos, boas palavras e boas acções. O destino final é o Anagra Raosha, o reino das luzes infinitas.
    Existem três graus de sacerdócio no zoroastrismo contemporâneo. O sacerdócio tende a ser hereditário, embora não seja obrigatório que o filho de um sacerdote venha a seguir a profissão do pai.
    Os sacerdotes de grau inferior recebem o nome de ervad. Para aceder a este grau inicial é preciso conhecer de cor as escrituras do zoroastrismo, bem como a lei. O ervad desempenha apenas uma função de assistente nas cerimónias mais importantes da religião. Acima de si encontra-se o mobed e por sua vez acima deste o dastur, que é responsável pela administração de um ou vários templos (o dastur é por vezes comparado ao bispo do cristianismo).
    Os templos religiosos do zoroastrismo, onde se desenrolam as cerimónias e se celebram os festivais próprios da religião, são conhecidos como templos de fogo.Estes edifícios possuem duas partes principais. A mais importante é a câmara onde se conserva o fogo sagrado, que arde numa pira metálica colocada sobre uma plataforma de pedra. Os sacerdotes zoroastrianos visitam o fogo cinco vezes por dia e procuram mantê-lo acesso, fazendo oferendas e purificando-o através de orações perante o fogo com a boca tapada por um tecido, de modo a não contaminarem o fogo. Este respeito pelo fogo sagrado levou a que os zoroastrianos fossem chamados de "adoradores de fogo", o que constitui um erro, na medida em que o fogo não é adorado em si, mas como um símbolo da sabedoria e luz divina de Ahura Mazda. Os templos de fogo mais importantes do Irão e da Índia mantêm uma chama de fogo sagrado a arder perpetuamente.                                   
    O zoroastrismo não determina que os membros devam realizar um número obrigatório de orações por dia. Os zoroastrianos podem decidir quando e onde desejam orar. A maioria dos zoroastrianos reza várias vezes por dia, perante uma chama de fogo.

    O Navjote (ou Sedreh-Pushi como é conhecido entre os zoroastrianos do Irão) é uma cerimónia de iniciação obrigatória destinada às crianças zoroastrianas que deve acontecer entre os sete e os quinze anos de idade. É importante que a criança já conheça as principais orações da religião.Antes da cerimónia começar a criança toma uma banho ritual de purificação (Naahn). Durante a cerimónia, conduzida pelo mobed e na qual estão presentes familiares e amigos, a criança recebe o sudreh (ou sedra, uma veste branca de algodão) e o kusti (um cordão feito de lã) que ata na sua cintura. A partir deste momento o zoroastriano deve usar sempre o sudreh e o kusti.

Respostas rápidas sobre o Zoroastrismo
 
1. Quem fundou o Zoroastrismo?
    Zaratustra à quase 3000 anos
 
2. Quais são as principais características religiosas desta religião?
    O monoteísmo, crença no Deus criador de tudo Ahura Mazda, a existência de representações deste deus sob a forma dos imortais sagrados, a crença no céu e no inferno e a liberdade concedida aos membros de rezarem quando, onde e quantas vezes quiserem.
 
3. Possui textos sagrados?
   Sim o livro sagrado chama-se Avesta e divide-se em várias secções, das quais a principal é o Yasna (Sacríficios). O Yasna inclui os Gathas, hinos que se julga terem sido compostos pelo próprio Zaratustra. O Vispered é essencialmente um complemento do Yasna. O Vendidad é a secção que contém as regras de pureza da religião. Os Yashts são hinos dedicados às divindades.
 
4. O que acontece após a morte segundo esta religião?
  A doutrina do zoroastrismo afirma que três dias após a morte a alma chega à Ponte Cinvat. A alma de cada pessoa percepciona então a materialização dos seus   actos (daena): uma alma que praticou boas acções vê uma bela virgem de quinze anos, enquanto que a alma de uma pessoa má vê uma megera. Cada alma será julgada pelos deuses Mithra, Sraosha e Rashnu. As almas boas poderão atravessar a ponte, enquanto que as más serão lançadas para o inferno; as almas praticaram uma quantidade idêntica de boas e más acções que são enviadas para o Hamestagan, uma espécie de purgatório. As almas elevam-se ao céu através de três etapas, as estrelas, a Lua e o Sol, que correspondem, respectivamente, aos bons pensamentos, boas palavras e boas acções. O destino final é o Anagra Raosha, o reino das luzes infinitas.
 
5. Como funciona o sacerdócio?
   Existem três graus de sacerdócio no zoroastrismo contemporâneo. O sacerdócio tende a ser hereditário, embora não seja obrigatório que o filho de um sacerdote venha a seguir a profissão do pai. Os sacerdotes de grau inferior recebem o nome de ervad, para aceder a este grau inicial é preciso conhecer de cor as escrituras do zoroastrismo, bem como a lei, o ervad desempenha apenas uma função de assistente nas cerimónias mais importantes da religião. Acima de si encontra-se o mobed e por sua vez acima deste o dastur, que é responsável pela administração de um ou vários templos (o dastur é por vezes comparado ao bispo do cristianismo).
 
 
6. Quais os locais de culto dos Zoroastristas?
   Os Templos do Fogo ( mais importantes na Índia e no Irão) onde se encontram a arder perpetuamente uma chama síbolo do poder sagrado que é mantida acesa pelos sacerdotes, além de a manterem acesa fazem ainda oferendas e orações para manterem a chama pura.
7. Como rezam os Zoroastristas?
   Rezam perante uma chama de fogo onde através de orações invocam a sabedoria de Ahura Mazda.

 
 


Publicado por areligiao às 15:32
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Judaísmo

    A civilização hebraica surgiu no segundo milénio a.C., quando Abraão migra com o seu clã de Ur, da Mesopotâmia para a terra Prometida após vários “diálogos com Deus”. 

    O judaísmo é uma religião com mais de 3000 anos que tem como protagonista não um indivíduo, mas um povo,o povo hebraico, o povo eleito, escolhido por Deus para Iluminar todas as gentes. É uma religião formada por alguns milhões de pessoas (cerca de 18 milhões) que continuam na diáspora (ou exílio = espalhados pelo mundo sem pátria) à espera da vinda do Salvador, que estabelecerá no mundo o Reino de Deus. A maior parte está nos Estados Unidos,cerca de 8 milhões,e em Israel, Estado constituido em 1948.

    Jesus e os seus familiares e seus Apóstolos também pertenciam ao povo judeu. Sendo tão grande o património espiritual comum aos Cristãos e aos Judeus, deve existir um maior conhecimento entre ambos e uma estima mútua.

    A história do Judaísmo começa com a “missão” de Abraão, que por volta de 1850 a.C. deixou a Síria para se estabelecer na terra de Canaã, actual Israel. Com a morte de Abraão,  Jacob e os seus 12filhos emigraram para o Egipto à procura de melhores condições de vida e de pastagens para os animais. Com o passar do tempo, foram tratados como escravos e obrigados a construir cidades e silos para armazenagem do cereal.

    A escravidão durou até 1300 ou 1200 a.C. quando, guiado por Moisés, o povo judeu conseguiu libertar-se e, passando através do Mar Vermelho, regressaram novamente a Canaã e recebem de Iavé as tábuas da lei ou dos 10 mandamentos que se tornaram os princípios essenciais do povo judeu. Quando chegaram à terra “prometida” o Rei David impôs o seu domínio às 12 tribos de Israel e unificou todo o povo, e apoderou-se de Jerusalém onde instalou a Arca da aliança. Salomão seu filho construiu o primeiro templo judaico e desenvolveu o reino.

    A história do povo Judeu é também uma história de diáspora, isto é, de exílios: entre 500 a.C. e 100 d.C., sucederam-se, em Israel, as dominações estrangeiras: primeiro os babilónicos, depois os persas, depois Alexandre Magno, os remos gregos, e por fim os Romanos. Nos séculos seguintes, a diáspora continuou cada vez mais intensa. Os livros da história recordam a expulsão dos Judeus de Espanha, em 1494 e o extermínio pelos nazis durante a segunda guerra mundial.

As características e símbolos religiosos

 

    A vida de um judeu começa verdadeiramente com a circuncisão aos oito dias depois do nascimento, todo o rapaz judeu é circuncisado e nesta altura é-lhe dado o nome. A circuncisão simboliza a aliança entre Yavhé e Abraão;

 

       Os símbolos do judaísmo: - o muro das Lamentações (em Jerusalém, é o que resta do templo de Herodes, destruído pelos romanos no ano 70 d.C. Aqui os hebreus vêm rezar. É o único lugar sagrado de todo o Judaísmo); - o Candelabro dos sete braços (“Menorah” é o símbolo do Judaísmo. O 7 é para os Judeus o número da plenitude, da perfeição); - a Sinagoga (é o lugar de oração, de estudo e de reunião); - o Rabino (os hebreus não têm sacerdotes. O Rabino é só um mestre, um guia espiritual para os fiéis na interpretação da Bíblia); a kippà ( espécie de chapéu que os judeus usam sobretudo na sinagoga, em casa e dentro do carro em sinal de respeito a deus); - o Sábado (é o dia semanal festivo dos Judeus. Começa ao pôr-do-sol de sexta-feira e vai até ao pôr-do-sol de sábado. É um dia dedicado à oração e ao descanso).

    A vida religiosa: -  o estudo da Torá é o principal dos deveres de um judeu. No livro da Lei estão contidas as 613 obrigações que todo o hebreu piedoso deve observar; e quando reza, o hebreu tem a cabeça coberta com o «Talith», um xaile com franjas brancas e pretas, e tem preso à testa e no braço as «filactérias», pequenas bolsas que contêm orações da Torá escritos em pergaminho.

 

    O livro sagrado: - o livro sagrado é a Bíblia. Corresponde ao Antigo Testamento dos cristãos, com poucas diferenças. A Torá contém os cinco primeiros livros atribuídos a Moisés (Livro da Lei).

 

                Credo:  - «escuta, Israel, o Eterno é Um só»

    Esta oração resume a fé hebraica: acredita na existência de um só Deus. O Judaísmo é uma religião fortemente monoteísta.

    A visão que o Judaísmo tem da vida é optimista, porque o Deus criou o homem livre e responsável. O cumprimento sem reservas das suas obrigações duras e rigorosas da Torá exprime a submissão humana a Deus e simboliza o respeito pela Aliança – os hebreus esperam a vinda do Messias. Virá um tempo - «os dias do Messias» - em que reinarão a paz, a justiça e a fraternidade. Terminarão todas as formas de idolatria e o Eterno será um e o Seu Nome será Um».

 

                Festas: o dia do perdão («Yom kippur» - festa de jejum e de expiação . cada judeu deve estender ao seu inimigo a mão da reconciliação, esquecendo as ofensas e pedindo desculpas); a festa da Páscoa («Pessah» - recorda a saída do povo hebraico do Egipto, guiado por Moisés. Prolonga-se por oito dias); a festa do Pentecostes («Shavout» - recorda a Dom da Torá (dez mandamentos), dada por Deus a Moisés, no monte Sinai).

Respostas rápidas sobre o judaísmo

1,Quando surgiu o judaísmo?

     Há quase 4mil anos.

 

2.Quem é o protagonista da religião judaica?

     O povo hebraico.

 

3.Ainda existem, hoje em dia pessoas na diáspora?

     Sim, à espera da vinda do salvador.

 

4.Com quem começou a história do judaísmo?

      Com Abraão.

 

5.Quem ajudou o povo judeu a libertar-se da escravidão?

     Moisés.

 

6.O que marca a passagem de “etapa” na vida de um judeu?

     A  Circuncisão que simboliza a aliança entre Yavhé (Deus) e Abraão.

 

7.Quais são os principais símbolos do judaísmo?

    O Muro das lamentações, o Candelabro dos sete braços, a Sinagoga, o Rabino e a kippà.

 

8.Quais são os livros sagrados?

                O Torá, ou a bíblia hebraica (antigo testamento).

9.Quais as datas sagradas desta religião?

                Quanto às datas semanais o sábado ou “sabat” no que respeita às datas anuais existem:  O “Yom kippur” - festa de jejum e de expiação . cada judeu deve estender ao seu inimigo a mão da reconciliação, esquecendo as ofensas e pedindo desculpas); a festa da Páscoa («Pessah» - recorda a saída do povo hebraico do Egipto, guiado por Moisés. Prolonga-se por oito dias); a festa do Pentecostes («Shavout» - recorda a Dom da Torá (dez mandamentos), dada por Deus a Moisés, no monte Sinai).

 

10.Qual o local de culto dos judeus?

A sinagoga.

 

11.Qual é o pilar da fé e quais as características mais importantes na religião judaica?

                “Um só Deus” (criou o mundo e tudo o que nele existe), não possui dogmas, não existe qualquer forma de um praticante de outra religião se converter, só é judeu quem nasce judeu, isto acentua a distinção dos outros povos pois são os hebreus que foram escolhidos por Deus (são o único povo escolhido).


 



Publicado por areligiao às 15:29
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Paganismo

    O paganismo é, na verdade, uma cultura, tal como a Cultura Oriental, a Cultura Ocidental, a Cultura Aborígene entre outras e, como toda a cultura, possui também uma espiritualidade típica (que podemos chamar, antropológica e sociologicamente, de "religiosidade") que se pode traduzir em diferentes religiões mas, o Paganismo em si, não é uma religião é sim uma fonte inspiradora para rituais religiosos que manifestam a cultura pagã.   

    Da sua raiz paleolítica, dos tempos de grupos nómadas de caçadores recolectores, a principal característica é, sem dúvida, uma forte ligação à natureza, tida como sagrada e viva. Por sua origem matrimonial, há um sentimento bem claro de responsabilidade entre todos os membros da comunidade, ligados por laços de parentesco a uma Ancestral comum a Grande Mãe. Esse sentimento de ancestralidade é partilhado também com a Natureza e particularmente com os seres vivos, levando a um fundamental respeito a todas as formas de vida e existência. O Paganismo promove ainda a noção cíclica do tempo, a partir da ciclicidade dos acontecimentos naturais (estações, lunação, movimentos do sol, etc.), e o consequente sentimento de profunda responsabilidade e parceria com a Natureza, tornando os humanos corresponsáveis pela continuidade do ciclo, isto conduz a um profundo respeito pelos antepassados, que sacrificaram sua vida para que a comunidade continue a existir; o que inclui um certo tradicionalismo na produção económica e nos costumes sociais.
    Dos pontos comuns a todas as sociedades da Cultura Pagã, surgem as características de alguns ritos religiosos que dão forma e concretizam a espiritualidade pagã dos quais se podem listar os seguintes:
  1. A radical presença divina, ou seja, ela encontra-se na própria Natureza (o que inclui os humanos), manifestando-se através de seus fenómenos;
  2. A religiosidade baseada no feminino, representada pela Grande Mãe;
  3. O masculino surgir a partir da referência feminina básica, como filho e beneficiário, ou seja, só conhecido a partir da Deusa. Daí a maioria dos povos pagãos não tenham desenvolvido a noção de um "Deus-Pai", embora vejam o Deus como provedor e como educador;
  4. A ausência de dualismo, ou seja, não têm noções de opostos e/ou complementares (bem x mal, céu x inferno, matéria x espírito, etc, etc);
  5. A ausência do dualismo ter como consequência a ausência da noção de pecado, inferno e mau absoluto. Como a relação com os deuses é sempre pessoal e directa, a ideia de uma afronta à divindade é tratada também pessoalmente, ou seja, entre o cidadão e a Divindade ofendida;
  6. A sacralidade da Terra, daí a ausência de templos, o que, no entanto, não impede a existência de Sítios Sagrados, em geral bosques, poços ou montanhas, os Templos pagãos resultam de um desenvolvimento muito posterior;
  7. A imanência dos deuses e a ideologia da ancestralidade divina, confere à divindade características antropomórficas e as relações tendem a ser de igual para igual, o que pode incluir discussões, confrontos físicos, ameaças, etc.;
  8. O calendário religioso se confundir com o calendário sazonal e agrícola, o que lhe confere um carácter de fertilidade. Portanto, as festividades acontecem nos momentos de mudança e auge de ciclos naturais e agrícolas;
  9. As relações pessoais entre humanos e deuses, levar à ausência de dogmatismos e/ou estruturas religiosas padronizadas, havendo, pois, uma grande liberdade de culto: cada cidadão tem liberdade para prestar culto aos Deuses em sua casa, ou em qualquer outro lugar da forma que desejar. Basicamente, é uma religiosidade doméstica ou de pequenos grupos com laços de sangue ou de compromisso. No entanto, os Grandes Festivais são sempre rituais comunitários, pois comprometem todos os membros da comunidade e existem sempre os líderes religiosos sobretudo em África;
  10. A relação mágica com a Natureza obviamente traduz-se numa religiosidade mágica;
  11. A sacralidade da Natureza tornar todas as religiões pagãs em religiões de comunhão, ou seja, que não visam dominar a Natureza, mas harmonizar-se com ela. Por isso, também são religiões intuitivas e emocionais. Em geral, os pagãos não "pensam" sobre a sua espiritualidade; eles simplesmente a vivem;
  12. O respeito aos ancestrais e o tradicionalismo que isso implica, ou seja, a repetição dos mesmos ritos, na mesma época, cria a união mística com todos aqueles que já os celebraram antes, nesse momento, o tempo é rompido e estabelece-se uma relação mágica com ele isto significa que a repetição do rito torna presente o momento primeiro da realização do culto e faz regressar todos os antepassados que o tenham também realizado;.
  13. A perspectiva cíclica do tempo dá a certeza do eterno retorno. Embora alguns povos tenham desenvolvido a ideia de um "Outro Mundo", a vida pós-morte nunca foi um ideal pagão, pois isso significaria ficar fora do ciclo e, portanto, da comunidade. Assim, o "Outro Mundo" (para aqueles que desenvolveram essa ideia) será apenas uma passagem entre uma vida e o renascimento. O encontro com a Deidade dá-se sempre na comunhão com a Natureza, e não no Outro Mundo.
Respostas rápidas sobre o Paganismo
 
1. O que é o paganismo?
    O Paganismo é, na verdade, uma cultura com uma espiritualidade típica (que podemos chamar, antropológica e sociologicamente, de "religiosidade") que se pode traduzir em diferentes religiões mas, o Paganismo em si, não é uma religião é sim uma fonte inspiradora para rituais religiosos que manifestam a cultura pagã.
2. Quando surgiu o paganismo?
    Aquando do tempo dos nossos antepassados nómadas e posteriormente caçadores-recolectores que devido à enorme dependência e perante a força da Natureza passaram a venerá-la.
3. Quais  são as principais divindades?
    A Grande Mãe considerada a ancestral comum e a Natureza no seu todo, ou seja, a divinização a tudo o que há no Mundo e foi criado pela Natureza ( rios, árvores, animais humanos etc.)
4. Quais são as principais características do paganismo?
    Além do referido atrás, a divinização da Natureza e o culto à Grande Mãe, são: o facto de o homem ocupar um papel de menor destaque pois só é conhecido devido à Grande Mãe, a ausência da noção de pecado, céu e inferno; a relação com os deuses ser pessoal sendo todos os assuntos tratados pessoalmente com a divindade: o facto dos deuses serem vistos como humanos mas com poderes sobrenaturais possuindo assim os defeitos e qualidades humanos; a liberdade de culto; os cultos serem praticados sempre da mesma forma e à mesma divindade ao longo das várias gerações (tradicionalismo); a inexistência de dogmas ou estruturas religiosas e finalmente a realização de festivais anuais de acordo com os acontecimentos naturais e a crença num ciclo interminável em que após a morte se volta a renascer.

 

 
 
 



A Religião e o Homem
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